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Alta no preço dos combustíveis faz procura por kit gás aumentar 65% no Rio

A alta no preço dos combustíveis derivados de petróleo tem como consequência um aumento nas conversões dos carros para Gás Natural Veicular (GNV) no Estado do Rio. Desde julho, quando a Petrobras mudou a política de preços do diesel e da gasolina, com a implantação de reajustes semanais, houve um aumento de 65% no total de instalações de kit-gás, frente ao primeiro semestre de 2017. Além disso, a CEG a CEG Rio esperam que, até o fim do ano, seja convertidos 94.500 veículos, 6% a mais do que as 88.800 realizadas em 2016. Nesta época do ano, o aumento da procura tem também um outro motivo:

— A expectativa é que o número de conversões aumente por conta do desconto no IPVA de 2018 (a alíquota para carro a GNV é de 1,5% e a dos veículos flex, de 4%) — disse Maria Cristina Alexandre, responsável pelo mercado de GNV da CEG.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Reparação Veicular (Sindirepa-RJ), Celso Mattos, constatou-se uma alta na procura desde a mudança na política da Petrobras:

— Estamos trabalhando em capacitação e certificação de processos, produtos e pessoas, tendo em vista a grande demanda de veículos para conversão. E a expectativa é que, para 2018, tenhamos um crescimento de até 40% em relação a 2017.

 Segundo a pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o metro cúbico do GNV custa, em média, R$ 2,359 no município do Rio. Dependendo do posto, os valores variam de R$ 1,199 a R$ 2,599. O litro da gasolina se aproxima dos R$ 5. Os valores por litro vão R$ 4,159 a R$ 4,799. Além dessa comparação, o consumidor precisa ficar de olho no custo da instalação do kit-gás, já que o preço varia até 36% entre as oficinas que fazem o serviço.

‘Trabalhar usando gasolina é impossível’, diz o taxista Fernando Cardoso

Uso gás desde 1997. A relação custo/benefício compensa. Muitas pessoas encaram o GNV como prejudicial ao veículo, mas não é verdade. A crise não afeta apenas quem anda com gasolina ou álcool, porque está difícil para todo mundo, até para quem usa GNV. Mas trabalhar como motorista usando gasolina é impossível.

ENTENDA

Kit-gás

Os de tamanho médio e de 5ª geração — mais seguros e que não afetam a potência do carro — custam de R$ 3.900 a R$ 5 mil.

Oficina credenciada

Escolha uma oficina credenciada pelo Inmetro. Aquelas com o selo Oficina 10 foram aprovadas dentro das exigências pelo CTGÁS. A lista está em www.gasnaturalfenosa.com.br/oficina10.

Gasto médio

Segundo a ANP, entre 26 de novembro e hoje, o preço médio do metro cúbico do GNV no Estado do Rio é de R$ 2,26, enquanto a gasolina e o etanol custam, em média, R$ 4,42 e R$ 3,35 (o litro), respectivamente. Considerando a média de consumo (13 quilômetros por metro cúbico de GNV, dez quilômetros por litro de gasolina e sete quilômetros por litro de etanol), para percorrer cem quilômetros, o motorista desembolsa R$ 17,40 com GNV (economia de 61%, em relação ao gasto de R$ 44,20 com gasolina, e de 64%, em comparação aos R$ 47,85 que pagaria pelo etanol).

 

Fonte: https://extra.globo.com

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Com alta da gasolina, procura por conversão para GNV cresce 50% em 3 anos

A informação é da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) e de empresas especializadas em realizar o serviço em Salvador
Os constantes aumentos no preço da gasolina nos últimos três anos e o último reajuste anunciado pela Petrobras de 4,2% nas refinarias, fizeram crescer em 50% a conversão de veículos ao sistema de gás natural veicular (GNV) na Bahia e no Brasil.

A informação é da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) e de empresas especializadas em realizar o serviço em Salvador. Em todo o Brasil, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), já há 1,9 milhão de veículos convertidos ao GNV, enquanto na Bahia o quantitativo chega a quase 500 mil.

A troca pelo sistema GNV tem ganhado adeptos por gerar economia de 50% em veículos movidos à gasolina e 55% nos que funcionam a álcool. “Só neste mês de agosto eu fiz mais de 100 conversões”, disse o empresário Márcio Campos, da Rodegás, especializada na área. “É um mercado que está em pleno crescimento há três anos, devido a esta crise”, completou ele, informando que para fazer a conversão a pessoa gasta entre R$ 3,5 mil a R$ 5 mil, a depender do tipo de carro.

“Mas é uma troca que vale muito a pena pela economia que é feita, a pessoa sente logo a diferença”, afirmou Campos, para quem o sistema só não expandiu mais na Bahia ainda por causa da pouca quantidade de locais de abastecimento com o GNV.

A procura só não é maior porque muitos usuários reclamam da falta de locais de abastecimento. Na Bahia, são 81 postos em 13 cidades, a maioria próximas a Salvador, onde há 45 postos de gás natural veicular. No Brasil, segundo a Abegás, são 1.576 postos de abastecimento de GNV.

“Esse é um gargalo que nós temos: realizar esta expansão dos postos no interior. Já deixei de fazer serviços para clientes do oeste aqui justamente por causa disso”, revelou o empresário.

“Temos notado um avanço muito grande na conversão de veículos leves, mas ainda não notamos isso em relação aos veículos pesados, que é algo que pode ser feito. A economia do GNV em relação ao diesel é de ao menos 70%”, afirmou Marcelo Mendonça, gerente de planejamento estratégico da Abegás.

Para a conversão, Mendonça afirma que ela deve ser feita com alguns cuidados, como em oficinas autorizadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “Os equipamentos a serem usados também devem ter o selo do Inmetro, assim como os órgãos de inspeção, que é quem vai atestar que o equipamento instalado segue as normas de segurança e funcionamento do Inmetro”, completou.

O mecânico Clécio Arcanjo, 38, foi um dos consumidores que aderiram ao gás natural veicular para fugir dos aumentos da gasolina. Ele contou que consegue economizar R$ 80 por mês. “Quando eu tenho que rodar muito, acabo optando pelo gás, porque consigo andar mais e gastar menos”, disse.

O motorista do aplicativo Uber, Fábio Gonçalves, 36, utiliza frequentemente o gás natural. Ele contou que não deve voltar a usar a gasolina, por causa dos aumentos. “O gás acaba sendo uma opção para quem trabalha com transporte, porque a gente sempre anda mais. Eu consigo economizar 50%, porque encontro gás de R$ 2,15”.

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/